
Para trás olhos dissimulados
Nenhum passo avante mentira
Silencia-te vozes aveludadas
O que te resta é a crua consciência de si
Conjuro amores perfeitos
Os versos do poeta
Lágrimas dos amantes
O bojo de um velho pinho e sons de bandoneón
Hão de cair sobre ti
Cada letra, palavra, deste soneto
A madrugada sempre será tua companheira
Pois que teu leito te rejeitará
Então tomarás as ruas vazias
Em um banco qualquer, sorverás o teu pranto.
Nenhum passo avante mentira
Silencia-te vozes aveludadas
O que te resta é a crua consciência de si
Conjuro amores perfeitos
Os versos do poeta
Lágrimas dos amantes
O bojo de um velho pinho e sons de bandoneón
Hão de cair sobre ti
Cada letra, palavra, deste soneto
A madrugada sempre será tua companheira
Pois que teu leito te rejeitará
Então tomarás as ruas vazias
Em um banco qualquer, sorverás o teu pranto.
HNS, Brasília.
Um comentário:
É dureza o encontro com sua natureza, olha p/ se mesmo é mesmo ter a certeza que não têm p/ onde ir, se ver na rua vazia, solidão que nos completa e nos absorve, mas nos fala na cara sem disfarçatez: somos nada.
É isso ae! Marco
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