quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Por H.N.

Não mais quero riscar a folha
Deixo a pena cair de minha mão
E que o nanquim escorra pelo chão
Como o sangue de uma oferenda

Não deixarei em registro para estas bestas
Os reflexos e sentimentos de meu espírito
Quem de vós poderia ver minha letra?

Anseio um outro vínculo
Sinto a noite do esquecimento que vem

Deito-me sobre a relva, Ícaro sobe aos céus
Enquanto os corpos se retratam com o pincel, as almas se pintam com a pena.

Antônio Vieira
A ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel.

Machado de Assis

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Nachamu, nachamu

Nachamu, nachamu ami
dabru al lev yerushalayim
vekiru eleha
ki mala tsevaa ki nirtsa avona ki lakcha kichlaym bechol
chatotecha
kol koré bamidbar
panu dérech Adonai
yashru baarava
messilah IEIoheinu

Isaías 40, 1-3

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Y hoy rio si tú ries, y canto si tú cantas;
y si tú duermes, duermo como en perro a tus plantas.
Fuera de mi, la lluvia; dentro de mi, el clamor
cavernoso y creciente de un salmista;
mi conciencia, mojada por el hisopo, es un
ciprés que en una huerta conventual se contrista.

Folhas Caídas - Almeida Garrett

Deixai-o passar, gente do mundo.
Ele não entende bem disso, e vós não entendeis nada dele.
Deixai-o passar, porque ele vai onde vós não ides.
Vai, porque é espírito, e vós sois matéria.
A morte não passa do corpo, que é tudo em vós,
e nada ou quase nada no poeta.