sábado, 15 de novembro de 2008

O Olho de Deus


A NASA divulgou recentemente imagens da nebulosa Helix,
também chamada de O Olho de Deus.
A imagem foi captada pelo telescópio espacial Hubble.
As nebulosas são nuvens gigantescas de poeira e gases.
Helix fica a 650 anos-luz da Terra.
É uma das mais próximas do nosso planeta.
Impressiona porque sua forma, semelhante a um olho,
parece lembrar que o tempo todo Deus nos vê.
A imagem é um deleite, ou não, para crentes, ateus e agnósticos.
Fiat lux

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Zera a Reza




Vela leva a seta tesa
Rema na maré
Rima mira a terça certa
E zera a reza

Zera a reza, meu amor
Canta o pagode do nosso viver
Que a gente pode entre dor e prazer
Pagar pra ver o que pode
E o que não pode ser
A pureza desse amor
Espalha espelhos pelo carnaval
E cada cara e corpo é desigual
Sabe o que é bom e o que é mau
Chão é céu
E é seu e meu
E eu sou quem não morre nunca

Vela leva a seta tesa
Rema na maré
Rima mira a terça certa
E zera a reza
Caetano Veloso

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

De Drummond a Mário de Andrade


No chão me deito à maneira dos desesperados.

(...)
Rastejando entre cacos me aproximo.
Não quero, mas preciso tocar pele de homem,
Avaliar o frio, ver a cor, ver o silêncio,
Conhecer um novo amigo e nele me derramar.

Porque é outro amigo. A explosiva descoberta
Ainda me atordoa. Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo.
Furo as paredes e vejo. Através do mar sangüíneo vejo.
Minucioso, implacável, sereno, pulverizado
E outro amigo. São outros dentes. Outro sorriso.
Outra palavra que goteja. (...)




(Grazy, poetisa do Mar Absoluto, me inspirou este poema de Drummond que ele escreveu a Mario de Andrade. Carlos e Mário eram amigos e trocaram intensa correspondência.)

Aos que me lêem em segredo confiram o blog dela nos meus links.

domingo, 2 de novembro de 2008


Para trás olhos dissimulados
Nenhum passo avante mentira
Silencia-te vozes aveludadas
O que te resta é a crua consciência de si

Conjuro amores perfeitos
Os versos do poeta
Lágrimas dos amantes
O bojo de um velho pinho e sons de bandoneón

Hão de cair sobre ti
Cada letra, palavra, deste soneto
A madrugada sempre será tua companheira

Pois que teu leito te rejeitará
Então tomarás as ruas vazias
Em um banco qualquer, sorverás o teu pranto.




HNS, Brasília.