domingo, 2 de novembro de 2008


Para trás olhos dissimulados
Nenhum passo avante mentira
Silencia-te vozes aveludadas
O que te resta é a crua consciência de si

Conjuro amores perfeitos
Os versos do poeta
Lágrimas dos amantes
O bojo de um velho pinho e sons de bandoneón

Hão de cair sobre ti
Cada letra, palavra, deste soneto
A madrugada sempre será tua companheira

Pois que teu leito te rejeitará
Então tomarás as ruas vazias
Em um banco qualquer, sorverás o teu pranto.




HNS, Brasília.

Um comentário:

marcrixxx disse...

É dureza o encontro com sua natureza, olha p/ se mesmo é mesmo ter a certeza que não têm p/ onde ir, se ver na rua vazia, solidão que nos completa e nos absorve, mas nos fala na cara sem disfarçatez: somos nada.

É isso ae! Marco