domingo, 18 de maio de 2008

A alienação veste marrom

A alienação veste marrom e vagabunda encapuzada
Com um rumo bem certo ela se espalha com seus
Comparsas em nossas praças.
Com seus ares exóticos atraem nossa atenção
Nossa mórbida curiosidade pelo bizarro.

Aí então lançam seus trapos marrons sobre a nossa consciência
Afim de lameá-la deles mesmos.
Tomemos de nossos cutelos, estraçalhemos estes trapos.
O que carecemos é de uma cutelaria no centro da praça.
Porque ninguém pensou nisto antes?

Não nos intimidemos antes estes sequazes.

Um asno vestido de marrom,
Relinchando entrou pelos umbrais da cidade.
Feno encontrou no comércio perdido cravado ao redor do templo.
Ali se fartou e dali partiu em busca da única coisa
Capaz de saciar a sua fome burresca.
De comércio em comércio o asno vai.

Enquanto isso nas campinas o matagal vai crescendo
Nele, como num terreno baldio, a alienação se esconde e se reproduz.
Lá, Narcíseo está, se contemplando no espelho fosco da fossa da ignorância.
(A única coisa que Narcíseo contempla verdadeiramente é a si mesmo)
De lá ele distribui os trapos com os quais a alienação se veste.
Precisamos de uma cutelaria. Eu não uso capuz.
H.N

domingo, 4 de maio de 2008


Quid potens tangere?
Quid facit nascere?

O Tempo que se completa
Determina os caminhos
Confunde os corações
Enterra o que era
Quimera
...
..
.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Respeito, por Sir Charles Spencer Chaplin


Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é... Respeito.