terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Tempo, preocupação d'eu, estrangeiro
Ele me tira aquilo que conheço
E me dá o que ignoro, logo temo
Despe-me como a um infante
*
Contudo sou um estrangeiro
Minhas tendas não mais armadas
Tomo meu turbante
Não me detenho ante a ele
*
Sigo sob ele, sob seus olhos que a tudo tange
Sigo a buscar minha flor azul
Ela há de despertar após o sétimo sol
Na oitava Lua
*
Quando ela se abrir
Tu, Tempo, não mais vencerá sobre os viventes
Então terei minha pátria
Acabará meu exílio e esta peregrinação
*
Minhas tendas nunca mais se fecharão
*
HNS

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Capricórnio

Réia, para proteger o seu filho, Zeus, refugiou-se na ilha de Creta, dando à luz aquele que viria a ser o Pai dos Deuses, escondendo-o numa caverna da ilha, entregando-o aos cuidados das Ninfas.

Para enganar Cronos, Réia enrolou uma pedra em lençóis, levando-a a Cronos, que a devorou, pensando tratar-se do filho. Assim, Zeus cresceu tendo como ama de leite a generosa cabra Amaltéia.

Zeus, ainda criança e brincando com a cabra, sem querer quebrou-lhe o chifre. Assim, como compensação, prometeu-lhe que o chifre sempre se encheria de flores e frutos, dando origem à Cornucópia (corno da abundância). Quando Amaltéia morreu, Zeus a colocou no céu, como a constelação de Capricórnio, em gratidão aos cuidados recebidos.

Capricórnio