O Tempo, preocupação d'eu, estrangeiro
Ele me tira aquilo que conheço
E me dá o que ignoro, logo temo
Despe-me como a um infante
*
Contudo sou um estrangeiro
Minhas tendas não mais armadas
Tomo meu turbante
Não me detenho ante a ele
*
Sigo sob ele, sob seus olhos que a tudo tange
Sigo a buscar minha flor azul
Ela há de despertar após o sétimo sol
Na oitava Lua
*
Quando ela se abrir
Tu, Tempo, não mais vencerá sobre os viventes
Então terei minha pátria
Acabará meu exílio e esta peregrinação
*
Minhas tendas nunca mais se fecharão
*
HNS
