O Tempo, preocupação d'eu, estrangeiro
Ele me tira aquilo que conheço
E me dá o que ignoro, logo temo
Despe-me como a um infante
*
Contudo sou um estrangeiro
Minhas tendas não mais armadas
Tomo meu turbante
Não me detenho ante a ele
*
Sigo sob ele, sob seus olhos que a tudo tange
Sigo a buscar minha flor azul
Ela há de despertar após o sétimo sol
Na oitava Lua
*
Quando ela se abrir
Tu, Tempo, não mais vencerá sobre os viventes
Então terei minha pátria
Acabará meu exílio e esta peregrinação
*
Minhas tendas nunca mais se fecharão
*
HNS
Um comentário:
Hud,
Me identifico com S.Clara quando em uma de suas cartas pra Inês ela escreve: "Eu, Clara, peregrina e forasteira no Senhor...".
Este sentir-se estrangeiro, peregrino na busca de Algo (do Alguém) que contenha em si todas as coisas, inclusive a verdade sobre nós, ao mesmo tempo que nos causa temor, causa também um bendita e inquieta esperança, aquela que nos faz capaz de sorrir feito criança e continuar a caminhada mesmo em meio à dores e cansaços.
Você é maravilhoso...
Bacchi
Gra
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