sexta-feira, 17 de julho de 2009

Fadista


Onde nasce minhas canções

Onde nasce minha poesia

Lá nasce eu

Lá é mistério meu, tom meu

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Para onde voltar?

Sinto-me parte de um acorde

E este acorde, o sinto diluir

Me faz querer tornar à morada interior

São os mistérios de lá que me fazem eterno

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Minha vida escorre nestas letras

Cada palavra escrita

Apaga-se em minha memória

E o que me lê por isso

Me toma e deixo de pertencer-me

Onde me levará o fim desse verso?

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O vento da profunda noite

Já sopra em minha janela

O silencio desperta o meu coração

Ouço a Musa dos Fados antigos

Como um discípulo devoto

Sento-me aos seus pés e tomo minha craviola

Ela me ensinará canção e dor.

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Hudson Nogueira

Brasília, 13 de julho de 2009


Um comentário:

Reinaldo Lace disse...

´"O mundo quer a inteligência nova" (Alváro de Campos, em "Ultimatum", de 1917). Você é a inteligência nova nesse mundo marcado pela ignorência extraordinária e pela estupidez tamanha. Parabéns pelo blog. Um forte abraço e sucesso na carreira que abraçar.