
Onde nasce minhas canções
Onde nasce minha poesia
Lá nasce eu
Lá é mistério meu, tom meu
Para onde voltar?
Sinto-me parte de um acorde
E este acorde, o sinto diluir
Me faz querer tornar à morada interior
São os mistérios de lá que me fazem eterno
Minha vida escorre nestas letras
Cada palavra escrita
Apaga-se em minha memória
E o que me lê por isso
Me toma e deixo de pertencer-me
Onde me levará o fim desse verso?
O vento da profunda noite
Já sopra em minha janela
O silencio desperta o meu coração
Ouço a Musa dos Fados antigos
Como um discípulo devoto
Sento-me aos seus pés e tomo minha craviola
Ela me ensinará canção e dor.
Hudson Nogueira
Brasília, 13 de julho de 2009
Um comentário:
´"O mundo quer a inteligência nova" (Alváro de Campos, em "Ultimatum", de 1917). Você é a inteligência nova nesse mundo marcado pela ignorência extraordinária e pela estupidez tamanha. Parabéns pelo blog. Um forte abraço e sucesso na carreira que abraçar.
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