A alienação veste marrom e vagabunda encapuzada
Com um rumo bem certo ela se espalha com seus
Comparsas em nossas praças.
Com seus ares exóticos atraem nossa atenção
Nossa mórbida curiosidade pelo bizarro.
Aí então lançam seus trapos marrons sobre a nossa consciência
Afim de lameá-la deles mesmos.
Tomemos de nossos cutelos, estraçalhemos estes trapos.
O que carecemos é de uma cutelaria no centro da praça.
Porque ninguém pensou nisto antes?
Não nos intimidemos antes estes sequazes.
Um asno vestido de marrom,
Relinchando entrou pelos umbrais da cidade.
Feno encontrou no comércio perdido cravado ao redor do templo.
Ali se fartou e dali partiu em busca da única coisa
Capaz de saciar a sua fome burresca.
De comércio em comércio o asno vai.
Enquanto isso nas campinas o matagal vai crescendo
Nele, como num terreno baldio, a alienação se esconde e se reproduz.
Lá, Narcíseo está, se contemplando no espelho fosco da fossa da ignorância.
(A única coisa que Narcíseo contempla verdadeiramente é a si mesmo)
De lá ele distribui os trapos com os quais a alienação se veste.
Precisamos de uma cutelaria. Eu não uso capuz.
Com um rumo bem certo ela se espalha com seus
Comparsas em nossas praças.
Com seus ares exóticos atraem nossa atenção
Nossa mórbida curiosidade pelo bizarro.
Aí então lançam seus trapos marrons sobre a nossa consciência
Afim de lameá-la deles mesmos.
Tomemos de nossos cutelos, estraçalhemos estes trapos.
O que carecemos é de uma cutelaria no centro da praça.
Porque ninguém pensou nisto antes?
Não nos intimidemos antes estes sequazes.
Um asno vestido de marrom,
Relinchando entrou pelos umbrais da cidade.
Feno encontrou no comércio perdido cravado ao redor do templo.
Ali se fartou e dali partiu em busca da única coisa
Capaz de saciar a sua fome burresca.
De comércio em comércio o asno vai.
Enquanto isso nas campinas o matagal vai crescendo
Nele, como num terreno baldio, a alienação se esconde e se reproduz.
Lá, Narcíseo está, se contemplando no espelho fosco da fossa da ignorância.
(A única coisa que Narcíseo contempla verdadeiramente é a si mesmo)
De lá ele distribui os trapos com os quais a alienação se veste.
Precisamos de uma cutelaria. Eu não uso capuz.
H.N
3 comentários:
Sei, como você sabe que não usa capuz? Agora o marron ficou cheio de cores e cheiros, chamam atenção de todos que se encantam com todos suas características. Indentifcamos com sua formusura sem sabermos o certo o que se trata, somos ignorantes, pois buscamos sempre mais que realmente é... nada.
Marco
Eu gostei....Não entendi quem era o asno na história...era você ou o.............................rsrs!
Rsrsrs, lembro-me de qdo td era música, carinhos, admiração, verdade, alegria,oração.... Qdo foi que tudo foi destruído?!.....
Queria cantar de novo, dar carinhos de novo, voltar a admirar, queria acreditar q td era real, queria sorrir francamente, queria rezar sem pressão...Dá pra costruir??????
bjin, Hudy....Adorei..........Adoramos...............Adoremos...............................
Adorei o texto.
Como o ser humano pode ser tão patético ?!! Me pergunto isso sempre quando me encontro frente a criaturas como esse asno. Será tão bom ficar escondido debaixo desse capuz e não viver a realidade? Acho que não. Enfim, não podemos mudar o mundo com nossas opniões mas calar diante de algumas situações também é vestir um capuz e isso definitivamente eu não farei !! Quero ser livre !! E A VERDADE SEMPRE LIBERTA !!!
Grande abraço
Cesar
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